Dívidas ocultas



Moçambique precisa resolver caso das dívidas

O director do departamento dos ratings soberanos da agência de notação financeira Fitch, Tony Stringer, citado pelo Jornal o País, alertou que o país deve resolver o caso das dívidas ocultas para voltar a ser um destino atraente para os investidores.

Em entrevista à Lusa, durante a passagem por Lisboa para a realização de uma conferência, o analista disse que “se Moçambique conseguir resolver a questão das finanças públicas e melhorar a confiança na sua capacidade para garantir isto, deve ser um destino relativamente atraente para o investimento externo”.

O país, criticou, “é uma história lamentável”, e está na classificação de RD – Incumprimento Financeiro Selectivo (Restricted Default, na terminologia original) “desde que foram descobertas as garantias estatais não identificadas a empresas públicas”. Isto, salienta o analista, “revela fraquezas significativas na gestão das finanças públicas”.

Apesar das críticas à gestão do processo que atirou Moçambique para o default por parte das três maiores agências de notação financeira, e que motivou o corte de financiamento por parte do Fundo Monetário Internacional e dos doadores internacionais, o director do departamento de ratings soberanos da Fitch diz, ainda assim, que há aspectos positivos na economia moçambicana.

“Há sinais bons em termos macroeconómicos: o crescimento está a recuperar, o potencial é grande devido aos recursos naturais e o país está a fazer progressos nos megaprojetos”, disse Tony Stringer, exemplificando que “a petrolífera italiana ENI assinou contratos que podem dar 7 ou 8 mil milhões de dólares em receitas nos próximos anos, e a Anadarko conseguiu alguns acordos com empresas chinesas” para a venda do gás explorado em Moçambique.

“A moeda está a recuperar”, acrescentou o analista, referindo-se à valorização do metical desde o segundo semestre do ano passado, depois de ter tido uma das maiores desvalorizações a nível mundial durante a segunda metade de 2016 e os primeiros meses de 2017.

Fonte: Jornal O País

Deixa seu comentário

Comentários

Seja o primeiro a comentar on "Dívidas ocultas"

Deixa seu comentário

O seu email não será publicado.


*